FAMÍLIA

Relacionamento pais e filhos

Relacionamento significa a ligação afetiva, profissional ou de amizade entre pessoas que se unem com os mesmos objetivos e interesses.

Todo tipo de relacionamento envolve convivência, comunicação e atitudes que devem ser recíprocas. Quando uma das partes não desenvolve os atributos necessários para uma boa convivência, o relacionamento se torna difícil.

Um bom relacionamento se desenvolve quando há confiança, empatia, respeito e harmonia entre as pessoas envolvidas. – Extraído de significados.com.br

Relacionamento entre pais e filhos talvez seja o mais difícil que exista. Há ‘hierarquia’, opiniões diferentes, épocas diferentes. Os pais querem ter o controle, os filhos querem ter a liberdade. Tantos desencontros…

E além de tudo isso dentro de casa, ainda tem os fatores externos, que pra mim são os piores. A sociedade está cheia de informações por “todo canto”. E como fazer com elas quando estão contrários aos nossos princípios que queremos para nossos filhos?

Quando eu era menina, passei por duas situações que me espantaram. Uma foi a filha de uma psicóloga dizer que não tinha um bom relacionamento com sua mãe, que elas não conversavam sobre assuntos pessoais. A outra foi uma mulher, da mesma faixa etária da minha mãe me falar que não sabia como agir com as filhas dela para terem um relacionamento íntimo. Esses dois fatos aconteceram após eu falar que tinha uma abertura com minha mãe para falar de tudo, que ela me ouvia e me aconselhava, de forma delicada ou não mas sempre estava comigo para ajudar.

Lembro que quando engravidei de minha primeira filha eu disse a minha mãe que queria ser uma mãe como ela, aberta, amiga… Mas não é fácil! Principalmente hoje em dia que “não se pode reprimir os jovens”. Brinco muito com minha filha adolescente, perturbo bastante ela. Porém às vezes ela acaba se deixando levar pelo momento e quer agir comigo como se eu fosse só uma amiguinha adolescente dela. É onde começa o conflito…

Eu não quero deixar de sermos brincalhonas uma com a outra e ao mesmo tempo não quero que ela esqueça que somos mãe-e-filha, quero que ela compartilhe comigo sobre a vida dela, seu dia a dia, alegrias, tristezas, e problemas. Busco com na sabedoria de Deus ser uma amiga alegre e parceira e ao mesmo tempo uma mãe para ensinar, orientar e corrigir quando é preciso. Conversar abertamente sobre todos os assuntos, mostrar o caminho a seguir sem impor e apresentando as consequências de cada atitude, e sem intervir para deixar ter suas próprias experiências, boas ou ruins.

Seria tão prático se de bebês já passassem para a fase adulta, com a vida toda pronta… (kkk) Mas não pode ser assim. Não é bom para nenhuma das partes, pois nem os filhos estariam preparados e nem os pais saberiam viver sem eles quando esse momento chegasse.

Mas independente de ser difícil, é importante que os pais estejam presentes na vida dos filhos. Não há amigos melhores para uma pessoa do que pai e mãe. Buscar ter controle e calma quando se tem vontade de dar uns bons tapas nos filhos quando eles erram faz toda a diferença! Como filha, eu falo que não há nada que acalme mais do que saber que se pode contar com seu pai e/ou sua mãe. Já sou casada e com três filhos, mas quando meus pais estão perto de mim em um momento difícil sinto uma paz e uma força inexplicável! E quero que meus três filhos tenham de mim o mesmo apoio.

A técnica que uso para tentar manter o controle é lembrar de quando era eu a filha que ia contar algo, de certo ou errado, e como eu queria que meus pais agissem comigo. “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam”
(Mateus 7:12) Trazendo para a “versão paternal”, podemos dizer da seguinte forma: “Assim, em tudo, façam com seus filhos o que vocês queriam que seus pais fizessem com vocês.” Esse é meu “mantra” enquanto estou com meus filhos, tanto conversando com a mais velha, como dando atenção, ensinando ou brincando com os menores.

E não podemos esquecer do melhor pai que existe: o Pai celeste! Mesmo não o vendo, o amor que Ele tem conosco é exemplo para cada pai e mãe seguir. “Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Contudo, ainda que ela se esquecesse, Eu jamais me esquecerei de ti!” Isaías 49:15

Que Ele nos capacite em todo tempo! Amém!

 

Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. “Honra teu pai e tua mãe” – este é o primeiro mandamento com promessa – “para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra”. Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor. 
Efésios 6:1-4

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